Começa nesta segunda-feira (9), o curso de formação continuada de professores da rede estadual do Amazonas sob a temática da Cultura Indígena e Afro-Brasileira. A iniciativa é da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) por meio do Núcleo de Cultura Política (NCPAM) do Departamento de Ciências Sociais, contando com o patrocínio da Petrobras, Ministério da Cultura, Fundação de Apoio a Universidade Federal de São João Del-Rei, Minas Gerais, mais o apoio da Secretaria de Educação do Estado (SEDUC) e o Sebrae Amazonas.O projeto de formação continuada foi selecionado nacionalmente pelos patrocinadores através de Edital Público, beneficiando diretamente os professores do ensino fundamental e médio da rede pública do interior do Estado.Para o coordenador, professor e antropólogo da UFAM, Ademir Ramos, a iniciativa é original em cumprimento a Lei 11.645, de 10 de março passado, promulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, exigindo que se inclua no currículo da rede de ensino a temática história e cultura dos povos indígenas e afro-brasileiros.Na segunda-feira próxima, às 14 h, o curso inicia com uma mesa redonda, discutindo e apreciando os paramentos da Educação etno-racial, tendo por referência as Diretrizes do Conselho Nacional de Educação.Para a mesa redonda, segundo os organizadores do curso, foram convidados os representantes da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, do Movimento Negro e o Procurador-Chefe do Ministério Público Federal no Amazonas, assim como os veículos de comunicação do Estado.Indagado sobre a metodologia adotada, o professor Ademir Ramos explica, que “o curso será gerado em Manaus, no Centro de Mídias da SEDUC, entendimento este, acordado diretamente com o senhor secretário de Educação do Estado, bem como todo trabalho tem se dado em parceria com a gerência do ensino fundamental da Seduc, buscando dessa feita, interiorizar cada vez mais a temática nas escolas pública do Estado”.O projeto, afirma o professor, é pioneiro no Brasil, merecendo atenção dos educadores para essas práticas pedagógicas, devendo ser discutido amplamente pelos professores, alunos e servidores, com propósito de se consolidar um novo projeto político pedagógico nas escolas, que combata o preconceito, a descriminação, o racismo e toda e qualquer forma de intolerância.As aulas estão centradas, explica o coordenador do projeto, sob as seguintes temáticas – Brasil Indígena, Brasil Africano, Cultura Indígena e Afro-Brasileira e Oficinas pedagógicas. Para esse fim, os pesquisadores do NCPAM e os técnicos da Seduc trabalharam por mais de quatro meses na pesquisa e editoração das aulas, em forma de cartela, vídeo e outras formas de linguagens.O NCPAM está convicto que qualquer atitude contrária às práticas afirmativas da educação etno-racial deva ser rechaçada publicamente e se recorra imediatamente ao Ministério Público Federal, para salvaguardar a Lei 11.645/2008 e garantir ações de políticas afirmativas em favor dos povos indígenas e dos afro-brasileiros.Não fique fora dessa luta, participe manifestando suas considerações ou enviando suas mensagens aos professores em formação, que se encontram, sobretudo, em suas comunidades no interior do Estado.
Texto: ncpam.com